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História

Durante os séculos XII e XIII, e no período inicial do século XIV tanto Rei, como os Senhores laicos ou eclesiásticos, concederam com frequência aos moradores de algumas terras, um estatuto escrito donde constavam fundamentalmente direitos e deveres fiscais e administrativos mútuos.
stes documentos, chamados forais já que estipulam os “foros” a pagar pelos agricultores e pelos habitantes em geral, tinham no inicio uma dupla intenção: a de atrair gente de trabalho a certas áreas menos habitadas e exploradas e neste primeiro caso, neles se determinava a distribuição das respectivas terras, as regalias e as formas de tributação inerentes.

Nos casos que o povoamento não era objecto essencial, procurava-se com este tipo de documento especificar os deveres colectivos, o tipo de rendas a pagar e a forma de administrar a vida da população no que diz respeito a impostos, serviços militar, justiça local, regras de uso de terras comuns, direitos de portagem, etc..

Estes documentos generalizaram-se porque eram de conveniência de todos e de certa forma modelaram a administração local e suas relações com o poder central desde o inicio do Condado Portucalense.

Por outro lado, convém referir a existência desde tempos do Conde D. Henrique de funcionários palatinos tais como o mordomo-mor e o alferes-mor, os quais logo no inicio da nacionalidade tendem para funções não só importantes, como vitalícias e estáveis dentro da mesma família.

O primeiro destes altos funcionários, foi Ermínio Viegas de Ribadouro, a quem sucedeu seu irmão Egas Moniz de Ribadouro, ambos personagens de extrema importância na região. Sucedeu-lhes um nobre galego, Fernão Perez Cativo de seu nome, entre 1146 e 1155 que fundão a Casa de Soverosa, a qual deu origem à Honra de Sobrosa.

Quanto ao cargo de Alferes-mor, este andou também ligado às mesmas famílias da região. Cite-se a propósito Pêro Pais da Maia que exerceu este cargo durante 20 anos a partir de 1147 (data do desastre de Badajoz). Também ele, chamado o Alferes, tem aqui grandes interesses, registando-se mesmo um Paço que construiu em Frazão. Estas famílias, detentoras dum vasto património em todo o Julgado de Aguiar de Sousa, preocupam-se principalmente em alargar a sua área de influência, quer patrimonial através do padroado dos principais mosteiros da região, entre os quais avulta o de S. Pedro de Ferreira.

Durante a segunda metade do século XIII, as grandes famílias haviam decaído de importância e deram progressivamente lugar a uma segunda geração de nobres, entre os quais avulta Gil Vasques de Soverosa, Gil Martins de Riba de Vizela e Rodrigo Froiaz de Leão. Para esta nova nobreza, o importante eram as terras de planície e nos vales dos rios, enquanto na geração anterior a preferência ia para as terras altas e montanhosas. Naquelas zonas, criam uma autêntica posição de força, mesmo militar, sujeitando os camponeses a quem exigiam o pagamento dos direitos tradicionalmente devidos ao rei e aos mosteiros e apropriando-se dos padroados de muitas Igrejas. Esta tendência para alargar o exercício de autoridade, mesmo para além do património fundiário, deu origem a inúmeras queixas e reclamações, as quais originaram processos inquisitoriais.

Em 1258, Freamunde tinha 45 casais e dez lugares. São citados entre outros, os de Leytalis (com 3 casais), Outario (com outros tantos), Pozzoo (com 5), Outario de Madões (com 3), Madões (com 8), Outeiro Cachopadre (com 3), Madões e Buzacos (com 3), Berto (com 4), e Sisto (com 3 casais). Perdera-se já a anterior toponímia germânica. Os nomes são tratados em latim bárbaro. Restou apenas uma global da Vila de Freamundi. A freguesia estava na Honra dos Soverosas. A Igreja era sufragânea do Mosteiro de Ferreira. A presença do Couto de Ferreira em conjunto com a Honra dos Soverosa na freguesia cria estatuto curioso do Couto e “Honra” como dirá de Freamunde o Pe. Carvalho da Costa. É que também Sobrosa estava eclesiasticamente ligada ao Mosteiro de Ferreira. Esta união manteve-se até pouco depois de 1836, tendo o concelho passado então definitivamente para Paços. Foi entretanto pertença do Marquês de Vila Real, tinha justiças próprias e Pelourinho com cadeia, donde restam memorias na Casa da Cadeia no Lugar do Bairro (Sobrosa). Em 1758, a pedido de Bispo do Porto, D. Frei António Taborda, o Pe. Lucas Gomes Ferreira, por então Reitor de Freamunde, informava que a freguesia pertencia à Comarca de auvidoria e correição de Vila Real, e que eram donatários da Freguesia, os Senhores Infantes do Reino. Que a freguesia tinha ao tempo, 190 vizinhos e ao todo quinhentos e noventa pessoas maiores. Informa que Freguesia estava situada em uma planície que vulgarmente se chamava Ferreira.

Que pertenceu à vila e Honra de Sobrosa da mesma comarca e Correição de Vila Real. Que a paróquia se situava no meio da freguesia e dela constavam os lugares de Freamunde, (com 57 vizinhos). Igreja (com três), Leigal (com oito), Lama (com Cinco), Visto Além (com 27 vizinhos). Santo António (12), Gandarela (14), Pessoa (11), Outeiro(19), Madões (12), Cachopadre (8) Buçacos (3), Pinheiro (3), Miraldo (7), Bouça (seis vizinhos). Informa que o orago é S. Salvador que se venerava uma Igreja duma só nave, com três altares, sendo o altar-mor da Confraria do Santíssimo Sacramento, o colateral da direita de Nossa Senhora das Neves com irmandade, e o da esquerda com a Confraria e irmandade de Santo André e Almas.

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